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Inteligência Espiritual

  Quinta-feira, 30 de Março de 2017    Orações Terço Via-Sacra Via Lucis

16.7 Fazer o que o próximo necessita

O evangelista São Lucas relata, de modo diferente de São Mateus (22,34-40), o diálogo entre Jesus e um mestre judeu. Em São Lucas é o mestre judeu quem responde à questão de Jesus sobre o duplo mandamento do amor. Jesus concorda: "Respondeste bem. Faz isso e viverás" (Lc 10,28). Mas o doutor da Lei não se sente satisfeito com a resposta. Quer saber tudo mais exactamente e pergunta a Jesus: "E quem é o meu próximo? Então Jesus conta a história do bom samaritano (Lc 10,30-37).

Certo homem descia de Jerusalém para Jericó e caiu em poder dos salteadores. Estes, depois de o despojar e maltratar, desapareceram deixando-o meio morto. Um sacerdote - um homem que conhecia os mandamentos de Deus - descia pelo mesmo caminho, viu-o e passou adiante. Do mesmo modo, também um levita que, pela sua profissão conhecia os mandamentos de Deus, vinha por aquele lugar, viu-o mas passou adiante. Contudo, um Samaritano - um daqueles com quem os judeus piedosos não queriam nada porque pensavam que eles não veneravam a Deus de modo conveniente -, tendo chegado perto dele e vendo-o assim, encheu-se de compaixão, tratou-lhe as feridas, montou-o sobre a sua jumenta, levou-o para uma estalagem e pagou para que fosse cuidado.

No fim, Jesus perguntou ao seu interlocutor; "Qual dos três te parece ter sido o próximo daquele que caíra nas mãos dos salteadores?"

O doutor da Lei compreendeu e ficou perturbado. Porque o que Jesus dá por pressuposto e de forma tão evidente, representa bem mais do que aquilo que até então ele tinha pensado. Compreende: eu posso e devo tornar-me o próximo de qualquer pessoa. Não só daqueles que me estimam, familiares e amigos, mas também dos que não conheço. E mesmo dos que não partilham da minha fé. Todos os que encontro pelo caminho podem ser meus próximos - e eu devo tornar-me o próximo de todos os que necessitam de mim. A necessidade do próximo diz-me como agir. E no caso de alguém perguntar: "Até onde deve ir a minha ajuda?", existe uma regra simples: a medida daquele que presta ajuda. Essa pessoa cumpre o mandamento de Jesus, quando auxilia alguém que se encontra em necessidade, como ele próprio gostaria de ser ajudado em circunstâncias semelhantes.

  • Não enganar o outro,
    Não lhe mentir,
    Nem menosprezá-lo,
    Nem condená-lo,
    Nem invejá-lo,
    Nem ignorá-lo: Simplesmente amá-lo.

  • Considerar o outro,
    Reconhecê-lo,
    Aceitá-lo,
    Admiti-lo na nossa companhia,
    Respeitá-lo:
    Simplesmente amá-lo.

"Ama o teu próximo", diz Jesus. E este amor não significa apenas uma ajuda material. Implica também que digamos a alguém, que está sem esperança e sem confiança em si, que não se ama e está sem forças. Estou certo de que Deus te ama. E porque, para Deus, tu és digno de ser amado, tu tens todas as razões para te amar a ti mesmo.

 


Quanto a nós, amemos, porque Ele nos amou primeiro. Se alguém diz: "Eu amo a Deus" e, no entanto, odeia o seu irmão, é um mentiroso; pois quem não ama o seu irmão, a quem vê, como pode amar a Deus, a que não vê? É este precisamente o mandamento que d'Ele recebemos: quem ama Deus, ame também o seu irmão.

PRIMEIRA EPÍSTOLA DE SÃO JOÃO 4,19-21
 

Regra: No livro de Tobias (4,15), encontramos esta frase que designamos por "Regra de ouro": "Não faças a ninguém o que não queres que te façam a ti". De modo afirmativo, São Mateus junta-lhe este princípio - como palavra de Jesus - no Sermão da Montanha: "Tudo aquilo que quereis que os homens vos façam a vós, fazei-o também a eles" (Mt 7,12).



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